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  • Vânia Cavalcante

O ORGULHO ESPIRITUAL


Foi o orgulho que transformou anjos em demônios,mas é a humildade que faz de homens anjos.(Santo Agostinho)

Como o orgulho espiritual é sutíl por natureza, geralmente é muito difícil detectá-lo prontamente. Ele se manifesta ao longo do tempo por seus frutos e efeitos, alguns dos quais desejamos mencionar junto com os frutos opostos da humildade que deve marcar a vida de um discípulo de Jesus. A pessoa espiritualmente orgulhosa: * Sente que já está cheio de luz, por isso, não necessita de instrução. Assim, terá a tendência de prontamente rejeitar qualquer oferta de ajuda nesse sentido. Por outro lado, a pessoa humilde é como uma pequena criança que facilmente recebe instrução. É cautelosa no seu conceito de si mesma, sensível à sua grande facilidade em se desviar. Se alguém lhe sugere que está, de fato, saindo do caminho reto, mostra pronta disposição em examinar a questão e ouvir as advertências. “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? 2 E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. 3 E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4 Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” Mt 18:1-4 * Tende a falar dos pecados dos demais irmãos sem expressar misericórdia: o terrível engano dos hipócritas, a falta de vida daqueles irmãos que têm amargura, a resistência de alguns crentes à santidade. A pura humildade cristã, porém, se cala sobre os pecados dos outros ou, no máximo, fala a respeito deles com tristeza e compaixão. “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” Rm 12:16 “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. 13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;” Cl 3:12-13 * Critica os outros cristãos por sua falta de crescimento na graça, enquanto o crente humilde vê tanta maldade em seu próprio coração, e se preocupa tanto com isso, que não tem muita atenção para dar aos corações dos outros. Queixa-se mais de si próprio e da sua própria frieza espiritual; sua sincera esperança é que todos os demais irmãos tenham mais amor e gratidão a Deus do que ele. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fl 2:3 * Fala freqüentemente de quase tudo que percebe nos outros em termos extremamente severos e ásperos, mesmo tendo recebido tal palavra do Senhor. É comum dizer que a opinião, conduta ou atitude de outra pessoa é do diabo ou do inferno. Muitas vezes, sua crítica é direcionada não só a pessoas ímpias, mas a verdadeiros filhos de Deus e a pessoas que são seus líderes. Justificam tal atitude, por estarem falando em “nome de Deus”. Os humildes, entretanto, mesmo quando recebem palavras tremendas da parte de Deus, sentem-se tão esmagados pela sua própria indignidade e impureza, que suas exortações a outros cristãos são transmitidas de forma amorosa e humilde. Quando necessitam tratar alguma questão com seus irmãos e companheiros, eles procuram fazê-lo com a mesma humildade e mansidão com que Cristo faria. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1 * Comporta-se de modo diferente na sua aparência exterior, assume um jeito diferente de falar, de se expressar ou de agir. Por outro lado, o cristão humilde - mesmo sendo firme no seu dever, permanecendo sozinho no caminho do céu ainda que o mundo inteiro o abandone - não sente prazer em ser diferente só para ser diferente. Não procura se colocar numa posição de destaque, de modo a ser notado como alguém especial; muito pelo contrário, dispõe-se a servir a todas as pessoas, a ceder aos outros, a se adaptar aos outros e a agradá-los em tudo menos no pecado. “Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” Lc 18:9-14 “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.” Pv 27:2 “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” Pv 16:18 * Incomodá-se muito com a oposição, injúrias e criticas; tende a falar dessas coisas freqüentemente com um ar de amargura ou desprezo. A humildade cristã, em contraste, leva a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, o qual, quando foi maltratado não abriu sua boca, mas se entregou em silêncio àquele que julga retamente. O cristão humilde, está sempre aberto às correções que os demais irmãos queiram fazer em sua vida, considerando-as uma oportunidade para crescer em santidade. No que diz respeito às críticas do mundo, quanto mais clamorosa e furiosa for tal manifestação contra ele, mais silencioso e quieto ficará, com exceção de quando estiver no seu quarto de oração: lá ele não ficará calado. “porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. 20 Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. 21Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, 22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,” 1 Pd 2:19-23 “O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria. 8 Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará. 9 Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.” Pv 9:7-9 * Comportar-se de forma a tornar-se o centro das atenções, e o faz em detrimento àqueles que o cercam. Tem dificuldade em honrar a outros. É natural que a pessoa que está sob a influência do orgulho entenda que é merecedora de todo o respeito que lhe é oferecido. Se outros demonstram disposição de se submeterem a ela e a cederem em consideração a ela, esta pessoa receberá tais atitudes sem nenhum constrangimento. Na verdade, ela se habituou a esperar tal tratamento e a demonstrar indisposição há quem não lhe oferece aquilo que ela pensa merecer. “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. 9 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;” Pv 3:7,9 “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” Gl 6:3 “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3:17 * Esta sempre mais inclinado a ensinar os outros do que a aprender o que têm para ele. Tal pessoa naturalmente assume sempre uma posição de mestre, acha que todos precisam do que ela tem para oferecer. O cristão eminentemente humilde entende que precisa da ajuda de todos, ao sentir o peso da miséria dos outros, suplica e implora ao Senhor por eles; o orgulho espiritual, em contraste, sem misericórdia ordena e adverte com autoridade. “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Tg 1:19 “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Rm 12:3 Concluindo: “Não olhemos para o orgulho como um temperamento inconveniente, nem para a humildade somente como uma virtude conveniente, pois um é morte e o outro é vida; um é totalmente diabólico, o outro é totalmente santo. O que temos de orgulho dentro de nós é o que temos de anjo caído vivendo dentro de nós; e o que temos de verdadeira humildade é o que temos do Cordeiro de Deus vivendo dentro de nós. Se nos fosse permitido ver o que o orgulho produz em nossa alma, clamaríamos sem cessar para que essa víbora fosse arrancada de nós, mesmo que com a perda de uma mão ou um olho. Se, por outro lado, nos fosse permitido ver que poder doce, divino e transformador há na humildade, como ela tem poder para expulsar o veneno da natureza que temos e como dá lugar para o Espírito de Deus viver em nós, desejaríamos ser o estrado de todo o mundo a querer a menor posição dele. Todo o mal em nós tem início pelo orgulho e só terá fim através da humildade. Esta é a verdade: O orgulho tem que morrer em nós, ou nada dos céus poderá viver em nós.” “Não é uma questão de ter uma alta ou baixa auto-estima. Qualquer pessoa que amadurece como um crente chegará por fim ao lugar onde a auto-estima é substituída pela Cristo-estima. Um homem não combate o baixo conceito que tem de si mesmo tentando elevar-se. A única resposta real para alguém que luta com a (assim chamada) baixa auto-estima é humilhar-se e permitir que o Senhor introduza um senso de segurança e realização, que é dado a qualquer filho de Deus que caminhe em obediência a Ele. Aproximar-se mais do Senhor resulta em uma diminuição proporcional da autoconsciência, que é vital para alcançar humildade de espírito por meio da direção do Espírito Santo.”

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